As vezes me perco no vácuo do seu silênco.

Nossa que genial, mais uma vez você vai embora sem olhar pra trás e nem se quer me deu um tchau, isso é de destroçar o coração, ah mas está tudo bem, talvez isso deva ocorrer mesmo não sendo da minha vontade. Confesso que agora fiquei tão sem palavras que nem sei mais o que escrever, talvez você possa me dizer algo. A final, você tem algo a dizer ou vai continuar nessa de ser uma pessoa silenciosa? Meu Deus os vasos se romperam, as pernas da mesa estão bambeando, o prego do chinelo daquele menino humilde está causando feridas em seus pés, mas quando ele chora de fome suas lagrimas limpam e ajudam cicatrizar as feridas ao cair sobre elas acidentalmente,  e aquela menina da fazenda que brinca no meio da plantação de milho fazendo um deles de boneca, ela pentea e pentea o cabelo do milho, dá nome pra cada um deles assim como aquela menina da cidade dá um a suas bonecas. Eu sei que eu estou perdido em meus pensamentos, mas veja, você não é o que me deixa triste,  eu só quero pegar de volta o coração que me roubou, ele não te pertence,  e você não sabe cuidar de coisas sensíveis, pois sempre foi uma pessoa bruta, agora me dê e se vá, não preciso do seu tchau, eu nem quero lembrar do que você me disse noite passada, talvez fosse melhor nem lembrar de você, e ai eu me viro e você desaparece,  o menino dos pés machucados pelo prego ganha uma família, a menina da fazenda encontra uma boneca de verdade, e a menina da cidade já nem liga para a que tem, e eu sigo perdido, mas sigo consciente.

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